Thursday, August 31, 2006

Liberalização dos furões em Portugal.

Meta o bicho..no Lixo

O grande problema como que nos colocamos com o nosso fel amigo é onde o colocar quando morrer. Para alguns o melhor é atirar para o caixote do lixo, seja cão ou gato, ou para a sanita se é um rato ou peixe.
Legalmente no entanto os animais devem ser encaminhados para um aterro sanitário ou cremados.,
Alumas câmaras posssuem crematório para os municipes.Note-se no entanto que geralmente este é efectuado em grupo, ou seja, os animais que chegam são cremados em conjunto e não individualmente.
Quem deseja cremá-.lo pode no entanto dirigir-se a um dos serviços que já existem. Desiludam-se no entanto…é que é bastante mais caro pois o crematorio terá de funcionar em exclusivo para o nosso cão ou gato.Há aí a opção de guardar as cinzas em uma urna. Ainda não chegámos à Holanda onde há serviços fúnebres com missas pelos animais…felizmente, na minha opinião. Duvido que os cães se preocupem com Céu e Inferno,.
A alternativa como já foi dito, é levar ao aterro sanitário. Sem embargo acho que uma ida ao aterro é educativa…pois vemos qunto lixo produzimos. Eu mesmo ao decidir levar o meu fiel amigo ao aterro, não tendo onde o enterrar, sendo que as costas já me pregam partidas para andar de pá às costas, fiquei chocado com a extensão do aterro sanitário da minha zona. E confesso que fiquei mais sensibilizado para o facto de ter de reciclar mais.

Monday, August 28, 2006

S. André e S. Francisco de Assis. Por El Greco (Domenikos Theotokopoulos)

Preso por ter cão e...

Por não o ter

As associações de protecção aos animais abandonados são em Portugal um misto de uma benção e de uma praga.Perguntar-me-ão a razão desta dicotomia:

Uma benção serão pela simples razão de o Estado não ter uma politica a não ser a de deixar às câmaras a função de detenção dos animais abandonados.

Uma praga serão pelo amadorismo e em algumas situações, pelos casos menos claros de apropriação de funções dando-se papeis que não podem ter como associações ou mesmo agrupamentos designando-se associações de forma ilegal.

O fenómeno da Internet levou nos últimos 10 anos à multiplicação de associações de protecção aos animais.

Algumas destas serão sem dúvida bem estruturadas, organizadas e com objectivos bem medidos.
A maior parte não o é. Animais são acumulados em locais sem condições, não há esterilização dos mesmos e chega-se ao ponto de os nossos amigos ditos Irracionais estarem melhor na rua.Em outros casos os donativos são dados para fins pouco claros.

O ideal seria um numero pequeno de associações mas forte. Não se concebe que localidades com 5000 habitantes tenham 3 e 4 associações ou grupos de ajuda. Que em muitos casos se digladiam e torpedeiam o trabalho de uns e de outros.

Valha-nos S Fancisco de Assis

Sunday, August 13, 2006

Quem tem cão da Quercus tem medo


Todos sabem que a Quercus apesar do nome infeliz ( que é parte da designação do Sobreiro, seus marotos- Quercus suber Linnaeus) é pelo ambiente.

Alguns podem no entanto achar que a Quercus é contra os cães. Mas não. A quercus para a época Balnear de 2006 entre vários conselhos dá o seguinte:

5. Verifique e contribua para a limpeza do areal. Exija a ausência de cães.(...)Nunca traga animais para a praia! Para além de serem geralmente um incómodo, podem ser portadores de microrganismos prejudiciais à saúde humana e originarem a contaminação do areal.

Será que eles detestam animais? Não. Simplesmente os animais doentes podem contaminar pessoas com as ditas Zoonoses(doenças transmissíveis do animal ao homem). Quem paga por isso é a pessoa civilizada que leva animais saudáveis, que não o faz nas horas de maior calor, que recolhe as fezes,que não os deixa andar a saltar por cima ou a atirar ao chão os outros banhistas.

The Hound of the Baskervilles


Para quem gosta de Sherlock Holmes, eis uma ilustração da obra original, tirada dos arquivos electrónicos da Universidade de Virgínia

Todos os amigos dos animais são iguais

Alguns no entanto são mais iguais que outros...

Esta corruptela do "Animal Farm" de Orwell ( O triunfo dos porcos) para quem não gosta de ler no original e não acredita na máxima italiana do Tradutore, traditore aplica-se sem dúvida a alguns grupos de intervenção em prol dos animais.

Note-se que refiro a expressão grupos de intervenção pois que se trata de associações sem canil ou gatil como tradicionalmente se associava a ajuda aos animais, ou em lóbi simplesmente como a Protectora, mas de grupos que nos querem transformar em vegetarianos.

São exemplos destes a ANIMAL, um grupo com ligações à polémica Peta, uma poderosa associação internacional que aposta na polémica para passar as suas idéias e a LPDA, que nos últimos anos tem vindo a extremar as suas posições pró vegetariano e pró Vegan. Incrivelmente a Antiga União Zoófila está a começar a apresentar as mesmas posições.

Na nossa sociedade em que tantos animais precisam de ajuda, nada obsta, ademais a libverdade de expressão é uma das mais belas conquistas da revolução dos cravos.No entanto a situação gravosa prende-se com o exacerbar de posições. São gealmente os jovens quem absorve as novas maneiras de estar(Não, não me esqueci, dos hindus, dos budistas e das vendedoras de couve de bruxelas do Campo Pequeno) e são os jovens que optam por extremar posições.

Isto tem levado a um criar de dois campos. De um lado o jovem estudante urbano ou deslocado da provincia do ensino secundário ou superior, geralmente de uma área de letras e com simpatias do bloco de esquerda. De outro lado temos as senhoras de meia idade e os democratas cristãos que até tempos recentes eram as únicas a apoiar as associações com canil no caso das rimeiras e a doar, no caso dos segundos- Algumas gostam do seu bifezinho de vitela e café com leite. E outras ou se dedicam a comprar comida vegetariana que nos meios urbanos é mais cara que filet mignon ou compram comida para cães.

È complicado para a clique dos que comem carne ser apelidados pelos que não comem de insensíveis aos animais. E mais complicado se torna quando todos sabemos que extremismos gera extremismo.Já alguns grupos falam de só se doar comida vegetariana para cães... cá entre nós...acham que os cães e gatos se importam se a comida vem da vaca ou da alface?
Querem isto sim..comer e viver em paz.

O mundo muda-se uma folha de cada vez. As montanhas só se movem à passagem de Deus.O homem pequeno deve evitar a soberba que levou à queda da Torre de Babel.

Empresas que testam em animais


Os meus e-mails são obstruídos periódicamente, qual vaso sanguíneo sufocada por gordura pela célebre lista não confirmada dos testes em animais. Curiosamente...ou talvez não, um senhor chamado Hermann Goering, Ministro do Dritte Reich Nazi, foi um dos grandes defensores do fim dos testes com animais.

Ontem de noite, chegou-me via e-mail um novo texto...curiosamente a defender alguns testes em animais e: O melhor é lerem por vós mesmos.Só lamento não saber quem o escreveu( nem ter sido eu a escrevê-lo) porque efectivamente deita por terra vários dogmas.Ei-lo:
O desenvolvimento de qualquer substância química que interaja com o organismo humano (medicamento, produtos de limpeza, cosmética, higiene, etc...) passa por várias etapas para respeitar a legislação que indica que qualquer destas substâncias (nem que seja um simples champô) tem de efectuar provas de eficácia, serem de qualidade e serem seguros... A nível profissional estou por dentro dos medicamentos, mas penso que as restantes substâncias não devam diferir muito: O desenvolvimento compreende um nascimento (descoberta do princípio activo) e um amparo (analisar a função face ao bem estar). Na fase de nascimento a experimentação é humana, ou seja, há individuos que se voluntarizam para experimentar diferentes substâncias quimicas e são analisados quanto aos efeitos por elas efectuados conseguindo provar assim a sua eficácia. Na fase de amparo a experimentação animal é necessária e justificável na avaliação da eficácia relativamente à dosagem, efeitos colaterais nos diferentes sistemas orgânicos e teratogénicos - efeitos na gravidez -, etc...) Na maioria dos medicamentos em primeiro lugar utilizam-se culturas de células (bactérias ou células de organismos pluricelulares ao acaso), depois se necessário culturas em tecidos (por exemplo, susbtâncias que afectem tecidos ou órgãos específicos), seguidamente animais (que consoante a experiência varia entre sapos, peixes, coelhos, pintos (e ovos), ratos (mais comum pois tem o genoma todo descodificado e consegum ser facilmente alterados a nível genético podendo suportar proteínas e genes humanos) e finalmente porcos... estão aqui listados os animais que se usam, vá lá, praí em 98% das experimentações, animais como cães, gatos, cavalos e primatas são muito mais incomuns porque, com excepção dos primatas, apresentam algumas incompatibilidades clínicas que os fazem diferir muito dos genes humanos, ou seja, o que é bom nestes animais nos humanos pode não ser! A experimentação animal tem regras internacionais muito apertadas e que todos os laboratórios estaduais e os "transparentes" usam: 1) Os animais são mantidos até à experiência em condições ideais o mais semelhante possível ao seu habitat. 2) O experienciador deve buscar SEMPRE alternativas e, no caso de ser necessário usar animais, estipular no protocolo o número mínimo e o número máximo necessário, justificando, ou seja, uma pessoa não usa os animais que quer e lhe apetece porque ANTES de realizada qualquer experiência os animais já estão "contados"... O que acontece muito por aí é que as pessoas centram-s só no aspecto de serem usados animais, ora a maior parte deles são criados em laboratório (para quem não sabe existe por este mundo fora laboratórios especializados em criar ratos, peixes, etc... para experimentações), é tal e qual a criação de galinhas, nós todos os dias comemos carne de animais produzidos unicamente para esse fim, porquê então revoltarmo-nos contra a criação de animais em laboratório para fins laboratoriais... Outra coisa que importa mesmo referir, há boatos de que os laboratórios "caçam" gatos e cães para testes e afins... isso é uma invenção pura das associações de defesa dos animais pra criar sensacionalismo, uma pessoa com dois dedos de testa acha alguma vez que um laboratório vai utilizar animais de proveniência desconhecida e com organismos "não tratados e controlados" em experiências médicas ou de outro tipo que seja em que importa saber que factores afectarão os humanos??? Tem cabimento???

O ataque ao abrupto

José Pacheco Pereira nunca esteve dentre os meus favoritos. Ele quer ser aquilo que muitos erradamente consideram Eduardo Prado Coelho.Um Intelectual. Mas os intelectuais sérios não se preocupam em fazer pose, em criar uma barba mal amanhada, ou fumar um cachimbo sem saber mais da arte que o acto de calcar e acender o dito.Mas não é isso que nos traz aqui. O seu Blog foi vandalizado por alguém que nada mais é que um criminoso e perderam-se 3 anos de imagens e de textos. Continua-se sem saber quem é a peça-

Pode não parecer mas é um crime gravissimo, tão grave como alguém chegar a casa de uma pessoa e lhe queimar todos os livros ou destruir todo o seu trabalho.

Le chat


Viens, mon beau chat, sur mon coeur amoureux ;Retiens les griffes de ta patte,Et laisse moi plonger dans tes beaux yeux,Mêlés de métal et d'agate.
Lorsque mes doigts caressent à loisirTa tête et ton dos élastique,Et que ma main s'enivre du plaisirDe palper ton corps électrique,
Je vois ma femme en esprit. Son regard,Comme le tien, aimable bête,Profond et froid, coupe et fend comme un dard,
Et, des pieds jusques à la tête,Un air subtil, un dangereux parfum,Nagent autour de son corps brun.
Charles Baudelaire

O inicio



Este blog será para colocar as maravilhosas criações da minha mente previligiada. Tantas são que não as passo em papel mas ao éter-desiluda-se quem espera um blogue para adopções de cães.Será sobre animais, amigos dos animais e inimigos dos dois anteriores.Como dizia na sua pepineira célebre, o Cantor Sérgio Endrigo, émulo de Marco Paulo atestado com rebuçados do Dr Bayard:
Sarà come l'Arca di Noè
Il cane il gato io e te