Empresas que testam em animais

Os meus e-mails são obstruídos periódicamente, qual vaso sanguíneo sufocada por gordura pela célebre lista não confirmada dos testes em animais. Curiosamente...ou talvez não, um senhor chamado Hermann Goering, Ministro do Dritte Reich Nazi, foi um dos grandes defensores do fim dos testes com animais.
Ontem de noite, chegou-me via e-mail um novo texto...curiosamente a defender alguns testes em animais e: O melhor é lerem por vós mesmos.Só lamento não saber quem o escreveu( nem ter sido eu a escrevê-lo) porque efectivamente deita por terra vários dogmas.Ei-lo:
O desenvolvimento de qualquer substância química que interaja com o organismo humano (medicamento, produtos de limpeza, cosmética, higiene, etc...) passa por várias etapas para respeitar a legislação que indica que qualquer destas substâncias (nem que seja um simples champô) tem de efectuar provas de eficácia, serem de qualidade e serem seguros... A nível profissional estou por dentro dos medicamentos, mas penso que as restantes substâncias não devam diferir muito: O desenvolvimento compreende um nascimento (descoberta do princípio activo) e um amparo (analisar a função face ao bem estar). Na fase de nascimento a experimentação é humana, ou seja, há individuos que se voluntarizam para experimentar diferentes substâncias quimicas e são analisados quanto aos efeitos por elas efectuados conseguindo provar assim a sua eficácia. Na fase de amparo a experimentação animal é necessária e justificável na avaliação da eficácia relativamente à dosagem, efeitos colaterais nos diferentes sistemas orgânicos e teratogénicos - efeitos na gravidez -, etc...) Na maioria dos medicamentos em primeiro lugar utilizam-se culturas de células (bactérias ou células de organismos pluricelulares ao acaso), depois se necessário culturas em tecidos (por exemplo, susbtâncias que afectem tecidos ou órgãos específicos), seguidamente animais (que consoante a experiência varia entre sapos, peixes, coelhos, pintos (e ovos), ratos (mais comum pois tem o genoma todo descodificado e consegum ser facilmente alterados a nível genético podendo suportar proteínas e genes humanos) e finalmente porcos... estão aqui listados os animais que se usam, vá lá, praí em 98% das experimentações, animais como cães, gatos, cavalos e primatas são muito mais incomuns porque, com excepção dos primatas, apresentam algumas incompatibilidades clínicas que os fazem diferir muito dos genes humanos, ou seja, o que é bom nestes animais nos humanos pode não ser! A experimentação animal tem regras internacionais muito apertadas e que todos os laboratórios estaduais e os "transparentes" usam: 1) Os animais são mantidos até à experiência em condições ideais o mais semelhante possível ao seu habitat. 2) O experienciador deve buscar SEMPRE alternativas e, no caso de ser necessário usar animais, estipular no protocolo o número mínimo e o número máximo necessário, justificando, ou seja, uma pessoa não usa os animais que quer e lhe apetece porque ANTES de realizada qualquer experiência os animais já estão "contados"... O que acontece muito por aí é que as pessoas centram-s só no aspecto de serem usados animais, ora a maior parte deles são criados em laboratório (para quem não sabe existe por este mundo fora laboratórios especializados em criar ratos, peixes, etc... para experimentações), é tal e qual a criação de galinhas, nós todos os dias comemos carne de animais produzidos unicamente para esse fim, porquê então revoltarmo-nos contra a criação de animais em laboratório para fins laboratoriais... Outra coisa que importa mesmo referir, há boatos de que os laboratórios "caçam" gatos e cães para testes e afins... isso é uma invenção pura das associações de defesa dos animais pra criar sensacionalismo, uma pessoa com dois dedos de testa acha alguma vez que um laboratório vai utilizar animais de proveniência desconhecida e com organismos "não tratados e controlados" em experiências médicas ou de outro tipo que seja em que importa saber que factores afectarão os humanos??? Tem cabimento???

0 Comments:
Post a Comment
<< Home